| Open source: decida se é bom para sua empresa |
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| Por Henrique Bolzan Batista | |
| 18 de novembro de 2007 | |
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Quando a empresa cresce e o licenciamento de software começa a se tornar uma preocupação séria, é hora de tomar uma atitude. Para muitos, a adoção de plataformas open source é um tabu. A falta de informação ou, pior, a informação errada difundida pelos grandes fabricantes de software, interessados na manutenção da ignorância do usuário, leva, invariavelmente, executivos e técnicos a tomarem a decisão errada.
Existem diversos fatores a se considerar na hora da decisão, mas o princial costuma ser o TCO, sigla para Total Cost of Acquisition que significa Custo Total de Aquisição. Sob o ponto de vista do TCO, os fabricantes de software comercial vendem a idéia de que o custo de licenciamento do software é o que menos pesa, e complementam com afirmações ameaçadoras do tipo "a quem você vai recorrer quando precisar de suporte?" ou "uma empresa tem um projeto de desenvolvimento e manutenção, um software livre não é mantido por ninguém". Essa é uma tática notória de marketing conhecida como FUD (fear, uncertanty and doubt) ou medo, incerteza e dúvida. Ao invés de comparar produtos, a empresa lança dúvidas ou acusações vagas com o objetivo único de confundir o comprador. Mas existe alguma verdade nessas afirmações? A adoção de software open source é realmente mais barata? O que considerar na hora de tomar a decisão? Em primeiro lugar, não acredite em tudo que os fornecedores de software comercial dizem, mas tome cuidado também com a opinião dos fanáticos. A melhor escolha depende de uma avaliação racional do contexto da empresa. É possível, por exemplo, que o TCO seja mais baixo mesmo pagando o licenciamento de um produto comercial, se estivermos considerando uma empresa muito pequena ou um "home office". É verdade que o preço das licenças não é o único componente do TCO, mas é leviano afirmar que o seu peso é o menos relevante. Ao avaliar o TCO, deve-se considerar também o custo de treinamento, suporte, produtividade e os riscos envolvidos. Como exemplo, vou citar um caso que vem se tornando cada vez mais freqüente: a adoção de um pacote office gratuito. A versão básica de um pacote office comercial bem conhecido custa R$1.000,00. Se considerarmos uma empresa com 50 computadores, a conta do TCO já começa em R$50.000,00. Ao adotar um pacote como o BrOffice, versão brasileira do Open Office criado pela Sun Microsystems, esse valor cai para zero. E os outros custos são os mesmos. Grandes empresas perceberam que qualquer propaganda contra o BrOffice era mentirosa e passaram a adotá-lo. É um bom começo para quem está pensando em migrar para open source. |
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| Última Atualização ( 25 de novembro de 2007 ) |
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